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Diccionario de
(Verbetes Selecionados) |
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Paulo Arantes
''Fenum habet in cornu.'' Horácio, ''
Filósofo -
O
Sacadura Cabral e
Bem estar na civilização - "Realmente acho que esse tipo de avaliação da cultura contemporânea é uma espécie de acesso romântico. Não é isso? Assim: estou com 'malaise' (imita alguém com 'malaise', mal-estar). Não existe base para um pensamento desse tipo. Alguns intelectuais ficam em casa, com 'malaise' (faz uma voz de pessoa babona, imita alguém meio desfalecido). Eles olham para o mundo e dizem: 'Ah! o mundo está indo para o diabo. Vamos para a rua, minha gente!'±" (v. "Militante imaginário"). Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao Mais!, Folha, 13/10/96.
"Militante imaginário" - Militante privado. Quase não sai de casa, salvo para ir a uma pizzaria (v. Pizzaria; Mirex - Militante realmente existente).
Pizzaria - Nome grego original da academia fundada por Platão. Indivíduos que não separam estética de política costumam se agrupar em pizzarias. Formam então minorias aguerridas (v. praga).
praga
- V.
Militante realmente existente (Mirex) - Lobista de si próprio. Aceita ajuste pré-datado (v. Ajuste). Vítima inocente de um processo mal-intencionado (v. Processo de intenção), também conhecido como dialética do engajamento: "Pensando melhor, veremos que a intelectualidade nunca esteve tão engajada. Rara mesmo, em nossos dias, é a torre de marfim. Acredito aliás que a crítica independente, sem patrocinador nem interesse direto à vista, é o que mais está nos fazendo falta. Quase todos estamos empenhados, suponhamos, na administração pública, nalgum partido, num departamento da universidade, numa firma de pesquisa, num sindicato, numa associação de profissionais liberais, num setor de relações públicas, numa redação de jornal etc., com o objetivo nem sempre muito crível de usar os nossos conhecimentos em favor de alguma espécie de aperfeiçoamento e modernização. Assim, um dos impulsos essenciais à idéia de engajamento, que mandava trazer a cultura dita desinteressada ao comércio dos interesses comuns, se realizou plenamente. O que não ocorreu foi a esperada diferença democrática que esta descida à terra faria. Na falta dela, o compromisso social dos especialistas, incluída aí a dose normal de progressismo, é o mesmo que ir tocando o serviço, e a combatividade do engajamento pode ter algo de um lobby de si próprio". Roberto Schwarz, "Nunca fomos tão engajados", Folha, 26/6/94.
A ética protestante e o espírito do capitalismo - ''Que o presidente da República (dr. Fernando Affonso Collor de Mello _v. Collor) venha a público, como chefe de Estado, clamar pela moralidade pública, ao mesmo tempo que trata de defender seus interesses particulares, tudo isso está nas regras do jogo (v. La règle du jeu). Ninguém é movido por interesses universais e não se pode pedir aos políticos que abdiquem do esforço pessoal de buscar o poder (Nota: ''Não se pode honestamente atribuir à índole original de um homem o que é puro efeito de relações sociais''. Machado de Assis, ''Memórias Póstumas de Brás Cubas'', cap. ''O Verdadeiro Cotrim''.) (...) A mulher de César não basta ser honesta; e, se cometer alguma falta, mais vale manter as aparências do que se confessar em público. Acontece que essas aparências são institucionalizadas, formam o arcabouço jurídico, o sistema de regras que invoca a idéia de justiça (...). Daí a regra política de que todo político que for pilhado (v. Pilhar) agindo em interesse próprio deve ser punido. Isto vale para Beria ou para aquele assessor do prefeito Koch que, pilhado (v. Pilhar) por corrupção, suicida-se diante das câmeras de TV para salvar o chefe (v. O tipo ideal dos Grupos de Alto Nível) (...) Em vez do discurso moralista (v. ''Moralista politicante''), cabe aceitar que os políticos agem por interesse privado (v. Escolher a audácia na finitude), mas como só o podem fazer em nome do bem comum, que ele calcule (sic) seus riscos de ser pilhado (v. Pilhar) em público (v. Sistema e mundo de vida) toda vez que atuar exclusivamente em nome de seu bem particular (...). Desse modo, constitui-se uma moralidade pública que comporta a infração nos seus interstícios (v. ''Infração intersticial'').'' J.A. Giannotti, Folha, 7/6/92 (v. Corrupção).
A ética do capitalismo e o espírito protestante - ''Ainda tem quem recuse que é preciso fazer política, não se prender apenas aos princípios éticos. Frequentemente se ouve gente dizendo: Ah! Não ponho as minhas mãos nisso. (...) Mas são setores que ainda recusam a política, se refugiam. É uma regressão.'' Fernando Henrique Cardoso, Mais!, Folha, 13/10/96.
Jacobinistas (sic)
Gente
''Deu a
Corrupção - Há corrupção de dois tipos. Tipo B, inferior: corrupção atrasada, segundo o paradigma desenvolvimentista da produção. Tipo A, superior: dita de acumulação flexível, que se exprime na forma gramaticalmente correta do conflito de valores (v. La règle du jeu).
La règle du jeu
- ''É
Collor - 1) Mudou a agenda (v. Agenda). ''Os passos iniciais do governo obedeciam a uma fria determinação, prejudicada, é verdade, por auxiliares medíocres a quem se confiaram tarefas claramente acima de suas possibilidades (Nota: falha técnica sanada pela introdução de ministros éticos na máquina _v. Ministro ético, Minet). Mas era tão clara a lógica que, bastaram alguns meses de governo Collor, para uma realidade política e econômica que se arrastava há anos (v. Era Vargas; Geisel) ficar irremediavelmente velha da noite para o dia, obrigando a uma reformulação em todo pensamento nacional (v. O que é pensar).'' Luís Nassif, Folha, 7/6/94; 2) Pilhado (v. Pilhar) executando manobra radical (v. Manobra radical); 3) Introduziu o discurso filosófico da modernidade no Brasil. ''Vou prestigiar os deputados que estão comigo. Com a bandeira da modernidade, vou prestigiá-los nas suas bases, para que tenham a certeza de que 35 milhões de votos não foram em vão.'' Discurso de 2/9/92 na abertura do Colóquio ''A Ética na Ética'', Folha, 4/9/92, págs. 1-5; 4) Inventor do Ministério Ético (v. Ministro ético, Minet). Forma de governo baseada na Ética do Discurso. Caracteriza-se por fechar-se estrategicamente em copas nos momentos de turbulência. Efeito paradoxal justamente enaltecido pelos bons observadores da cena brasileira (cf. ''O silêncio dos inteligentes'', Folha, 20/9/92, págs. 6-3). Sem similar no Primeiro Mundo, este jogo político de linguagem não-verbal foi exportado com sucesso para a Itália; 5) Quando se preparava para, num segundo mandato, remodelar e retificar o país pela adoção de formas mais contemporâneas de vida e organização social, foi atropelado pelo arcaísmo moral (v. Moralista politicante) herdado do período anterior (v. Era Vargas). Nas palavras do então ministro para questões de Ética nas Finanças, S. Exa. estava sendo vítima da contemporaneidade dos não-coetâneos (v. ''Ungleichzeitigkeit''), característica estrutural típica de uma sociedade como a nossa, que ''se adiantou bastante, se industrializou, se urbanizou, mas não apresentou até agora o mesmo impulso (v. ''Empuxe individual'') na construção de uma cultura ética consentânea com as reformas orientadas para a modernidade''. Marcílio Marques Moreira, ''Dialética e Dualidade na Experiência Cultural Brasileira'', palestra de encerramento do colóquio ''A Ética na Ética'', Folha, 26/9/92; 6) Na hora grave e solene da Abdicação, deixou Carta Testamento, na verdade um fragmento de Discurso recolhido e divulgado em primeira mão pelo correspondente do ''Frankfurter Allgemeine Zeitung'', em matéria de 10/1/93: ''Minha gente! Minha gente com noção de país e dinheiro vivo! Não me deixem só! Pátria e capital, latejo em vós! Mercê de Deus, nenhum de nós três irá para o buraco!'', ''Ein Hõllensturtz der Neuzeit'' (''Um mergulho da modernidade no quinto dos infernos'') (v. Gente com noção de país; contradição performativa). (Nota: vive atualmente em Miami, onde acaba de publicar, pelo MIT, ''The Net and the Self'', um estudo em que recolhe sua experiência pessoal _v. ''Erinnerung''_ sobre o novo paradigma epistêmico _v. ''Linguistic Turn''_, que sua têmpera colossal _v. Collosso informe_ ajudou a forjar e agora, com justiça, está levando à pia batismal sob o nome de ''global criminal economy''.)
Manobra radical - Termo técnico do surfe. Operação coreográfica de alto risco. Em caso de redundância, morte certa na praia. Exemplo: ''Antes de tudo, a esquerda deixou de compreender que a excelência da jogada de Fernando Henrique Cardoso consistia em fazer um desvio pela direita, cortando-a ao meio, para, aglutinando o centro, lançar o jogo político (v. La règle du jeu) brasileiro em outro patamar (v. Patamar)''. J.A. Giannotti, ''O Estado de S. Paulo'', 11/10/96.
Era Vargas - Modo de produção asiático. Vigorou durante meio século no Brasil. Com o início da Era FHC, o país pôde enfim retomar o processo de ocidentalização interrompido em 1930.
Cartas sobre a Educação Estética da Humanidade - ''Tieta vai fazer sucesso lá fora, aquelas paisagens, a Sônia Braga e as outras atrizes estão ótimas. Poderia ser um terço mais curto.'' Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao Mais!, Folha, 13/10/96. ''Durante séculos a humanidade preparou-se para Victor Mature e Mickey Rooney.'' T.W. Adorno.
O conteúdo normativo da Modernidade - ''Eu me sinto à vontade para executar o programa de centro-esquerda, social-democrata, que é o horizonte do Governo Collor''. Sérgio Paulo Rouanet, Folha, 19/7/92.
O testamento socrático de Hannah Arendt - ''Sirvo a República ao participar do Governo Collor, pois tenho a convicção de que seu projeto de reconstrução e modernização do país, dentro do respeito às leis, às liberdades e às garantias individuais é o que nos levará tanto ao desenvolvimento e à justiça social, quanto à plena consolidação das instituições democráticas.'' Celso Lafer, Folha, 19/7/92.
"Maluco dedutivista" - Qualquer indivíduo que chegar à conclusão insana de que o capitalismo não tem mais nada a oferecer à humanidade (v. Militante imaginário). Sujeito mal intencionado (v. Processo de intenção).
Revolução Copernicana - 1) "o desenvolvimento econômico é o outro nome do aumento da produtividade" (Kant); 2) "comércio que por mar se faz, marítimo se lhe o chama" (Farias Brito).
Cultura da culpa 1 - Calúnia e difamação contra os ricos, maquinadas por solertes militantes imaginários (v. Militantes imaginários) mancomunados (v. Mancomunados) com malucos dedutivistas (v. "Malucos dedutivistas") e moralistas politicantes (v. "Moralistas politicantes"). Estudos recentes encomendados pela Área Externa do Banco Central demonstraram que a situação miserável de grande parte da população brasileira se deve à baixíssima produtividade dos pobres, cabendo logicamente (v. Lógica) a maior parte da renda nacional aos setores cujos indicadores de produtividade atestam a racionalidade econômica do empuxe individual (v. "Empuxe individual") de seus integrantes com melhor inserção na utopia possível. Idéia antecipada em artigo pioneiro pelo real autor do conceito: "Está definitivamente superada a 'cultura da culpa' (...) como se houvesse uma relação de causa e efeito entre a riqueza de uns e a pobreza de outros". Folha, 25/10/92. Daí o axioma: "Os pobres são os principais inimigos de si mesmos", destinado a conhecer um glorioso futuro científico.
Cultura da culpa 2 - "Eu não sou daquela turma que considera que nós somos apenas vítimas dos países que se deram bem. Não. Acho que nós somos um povo que não conseguiu criar uma nação saudável, robusta e afirmada. Eu não quero pôr a culpa nos outros por inveja, porque eles se desenvolveram bem. Não. Eu adoro os americanos, os EUA. Admiro muito. Mas acho que nós somos diferentes e podemos fazer uma coisa melhor do que os americanos fizeram." Caetano Veloso, Folha, 7/10/94.
O mundo sem culpa - "Eu ontem, lá onde eu estava, assisti um filme sobre o Caetano Veloso _e ao falar do Caetano, eu falo de todo o mundo cultural, dos que me prestigiaram votando em mim, e dos que não votaram, mas que eu devo prestigiá-los, se aqui posso. O prestígio deles, às vezes, é muito maior do que o meu, e que o Caetano afinal dizia coisas bastante tocantes, dizendo que ele sentia, embora fosse ele pessoalmente cético como pessoa, que ele achava que o Brasil tinha algo importante a oferecer como diferença no mundo. Diferença não quer dizer antagonismo, quer dizer peculiaridade, coisa própria. Nós temos um jeito próprio." Fernando Henrique Cardoso, Folha, 7/10/94.
Vitória do realismo - "A pergunta não é retórica: o que é, o que significa uma cultura nacional que já não articula nenhum projeto coletivo de vida material, e que tenha passado a flutuar publicitariamente no mercado por sua vez, agora como casca vistosa, como um estilo de vida simpático a consumir entre outros? Essa estetização consumista das aspirações à comunidade nacional não deixa de ser um índice da nova situação também da... estética. Enfim, o capitalismo continua empilhando vitórias." Roberto Schwarz, "Fim de século", Folha, 4/12/94.
Metacrítica da
Welforstate
-
Sociedade transparente - Um mito, denunciar (v. Paris, anos 70). Exemplo: ''A nova postura implica abandonar velhos conhecidos. Em primeiro lugar, a idéia, tão cara às esquerdas, de que se pode reformar a sociedade de cabo a rabo''. J.A. Giannotti, ''O Estado de S. Paulo'', 2/11/96 (v. De cabo a rabo).
De cabo a rabo - Diz-se da espiral ascendente de um tête-à-tête de gigantes, como a polêmica Alencar-Nabuco. Exemplo: ''De rabo para o leitor'', J.A. Giannotti, Folha, 5/3/96; ''De rabo para o poder'', Otavio Frias Filho, Folha, 7/3/96 (v. Ricos entre si).
Ricos entre si - A Cena Primitiva do Ajuste. Costuma ser representada ora às costas, ora na cara, mas sempre às custas do elo mais fraco. Exemplo: ''E que discussão pode haver agora que o antigo professor (Giannotti), outrora ensaísta independente e crítico, atribui-se papel de papagaio de pirata do candidato a Fujimori local? (...) Um intelectual que apóia o governo, qualquer governo, virou propagandista, acólito, bajulador, tudo menos intelectual (...) Quanto a Giannotti, que encene a 'trabalheira' do novo cargo, agora que está confirmado no posto que realmente sempre almejou, o de Chalaça de Sua Majestade, o presidente perpétuo do Brasil''. Otavio Frias Filho, Folha, 7/3/96. ''O que importa salientar na resposta que a Folha de S. Paulo (sic) me deu é que toda ela visou anular minha legitimidade como intelectual (v. Processo de intenção), como se eu não passasse de um sabujo do poder. Não estou pretendendo, ao citar esse caso antigo, reviver polêmicas e ressentimentos já superados, mas tão só salientar a continuidade na forma da crítica. No fundo (v. Forma) não é a mesma coisa que me faz Paulo Arantes?'' J.A. Giannotti, ''O Estado de S. Paulo'', 2/11/96. (Nota: O saudoso Vicente Matheus enviou na ocasião carta ao ''Painel do Leitor'', explicando ao filósofo que ''papagaio de pirata'', ''Fujimori local'', ''acólito'', ''bajulador'', ''chalaça'' e assemelhados deveriam ser entendidos num sentido eminentemente figurado.)
Amálgama - Método lógico-jurídico aperfeiçoado pelo promotor Vischinski nos processos de Moscou. Exemplo: ''Mas para que rigor (v. ''Uma certa tendência ao insulto''), quando o interesse é desqualificar o meu ou qualquer trabalho filosófico, na base de processos de intenção? (v. Síndrome de deslegitimação; neo-parvenu). Valem o esquema abstrato e a intuição profunda, apresentados numa simples conversa, em que o autor, como se estivesse numa pizzaria, dialoga com suas próprias imagens no espelho (...). O exemplo mais teratológico, entretanto, vem de Ruy de Fausto, cuja mania há mais de 30 anos consiste em me acusar de ter plagiado suas idéias''. J.A. Giannotti, ''A beca chifruda'' (siiic!), ''O Estado de S. Paulo'', 2/11/96.
Dez mil metros acima do Brasil - ''No avião leio uma entrevista com Ruy Fausto (v. Ruy Fausto), imensa, na Folha, descrito como marxista insigne. Deve ser um bom sujeito. Depois de dar 'n' voltas em cima do muro, Fausto aconselha a companheiros marxistas de São Paulo a não aceitar empregos no governo Fernando Henrique. Sabe o que está pedindo? Que um brasileiro recuse convite a cargo público? Fausto cita um certo Arantes, em que dá leve puxão de orelhas, por ter caído em tentação de ser funcionário público. É outro marxista ilustre.'' Paulo Francis, ''O Estado de S. Paulo'', 17/10/96 (v. Um certo Arantes).
Um
Painel do
Bicho solto
- ''A
Minidialética,
Almanaque Zero à Esquerda ou Almanaque FSP? - ''Constato com desprezo que o rancor está de volta. Recaída insidiosa desta Folha em sua antiga linha editorial, niilista, antropofágica, cínica? Confio firmemente que não. Num país bem ajustado, o jornalismo de deslize não tem vez. No que depender de mim, continuará sendo apenas uma estrelinha no céu. Pelo que vejo, horrorizado, os caçadores de tropeços agora são outros. (...) Comete o dicionarista anão _só pode ser de bolso a infeliz obra de um pigmeu_ um duplo e mortal erro, de lógica e de classe. Não é novidade: à esquerda, chafurdar no bas-fond das pequenas causas é prática sistemática e trivial; enquanto, do nosso lado, o cochilo pode até ser homérico (''et pour cause''), mas será sempre um deslize da própria Razão, fatigada de tanto deblaterar com os encalacrados de um exercício histórico findo. (...) Acresce que os desvios dos seres racionáveis só parecem tais ao olhar subalterno dos catões. (...) Em boa lógica, vale menos a pureza sublime da imarcescível regra, que a ninguém é dado seguir, do que o erro na sua carnação ebúrnea. (...) Só o deslize apresenta o mundo e solda a rede social pressuposta. (...) O ajuste veio nos humanizar.'' (Brigadeiro E. Gomes Freire de Andrade, idealizador da Esquadrilhada Fumaça, São Paulo, SP)
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