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TEXTOS Antonio Candido |
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Uma
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1 Eu, Marília, não fui
nenhum vaqueiro,
7 Para ter que te dar,
é que eu queria
13 Se o rio levantado me
causava,
19 Propunha-me dormir no
tue regaço
25 Ah! minha bela, se a
fortuna volta,
31 Fiadas comparei as
ovelhilnhas,
37 Se não tivermos lãs e
peles finas,
43 Nós iremos pescar na
quente sesta
49 Nas noites de serão
nos sentaremos
55 Quando passarmos
juntos pela rua,
Este é o texto de uma Lira da segunda parte de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, que na edição preparada por M. Rodrigues Lapa para o Instituto Nacional do Livro recebeu o número 77. O seu significado ostensivo é o mais óbvio possível, pois corresponde exatamente ao enunciado, que por sua vez não apresenta qualquer dificuldade de compreensão. Não é preciso dicionário, salvo para uma ou outra palavra, como "casal" (verso 5), termo hoje inusitado no Brasil com o sentido que tem no poema, isto é, propriedade rural pequena, mais ou menos equivalente ao nosso atual "sítio". Nesta Lira, um pastor se dirige a Marília e, para começar, narra como a sua prosperidade e a sua vida cercada de respeito foram interrompidas por um acidente catastrófico, cuja natureza não esclarece, e compara a situação anterior de abastança e felicidade com a atual, de privação e angústia. Em seguida, imagina como há de ser a existência de ambos, se a sorte virar e ele readquirir a posição perdida. Diz que recomeçará do nada e se contentará com a pobreza, contanto que Marília esteja ao seu lado. Diz ainda que o contraste entre a desgraça anterior e a felicidade recuperada servirá de exemplo aos filhos e a todos os pastores da aldeia. E assim viverão felizes até a morte. A tonalidade geral do discurso corresponde a essa simplicidade do assunto. Há nela uma limpidez reforçada pela ordem expositiva clara e direta, com raras e moderadas inversões sintáticas, como "do preciso cheia" (verso 4), "de mor rebanho ainda ser o dono" (verso 8) e outras do mesmo tipo. Habituado às neblinas da poesia contemporânea, o leitor fica perplexo com este discurso despojado e sem mistério, que parece entregar tudo à primeira vista; mas nota que ele é fruto de uma contensão elaborada, não de uma tranqüilidade real. Nota que o poeta deliberou "não fazer tragédia", atenuando com urbanidade clássica a situação de infelicidade e privação, que é o tempo presente do enunciado; mas que a limpidez serena contrasta com um sombrio elemento dramático. Daí a impressão de dor contida, que não grita e se traduz no aludido efeito de simplicidade. Este é o devido também à ausência impressionante de linguagem figurada: não há uma só imagem, os 60 versos são feitos com palavras usadas no sentido mais despojadamente próprio, com dois únicos torneios de remoto fundo metonímico ou metafórico, praticamente apagado pela incorporação ao uso: "as carnes nossas" (em lugar de "corpo", verso 38) e "o rosto banharei de pranto" (verso 54).
Entretanto no seu todo
o poema é figurado, graças à própria natureza da poesia pastoral, ou de
inspiração pastoral, que pressupõe uma visão que se pode chamar alegórica da
vida. De fato, nela existe, sob a expressão direta, um sistema completo de
significados indiretos, ou "oblíquos" (diria Tillyard), pois ela reduz homens
cultos, de bom nível social, a uma condição de modesta rusticidade, que é
simulada. O leitor entra no jogo e finge acreditar, sabendo que a simplicidade
é não apenas relativa, mas altamente convencional, pois há uma contradição
básica, deformadora, entre o plano explícito e o plano implícito.
Eu, Marília, não fui
nenhum vaqueiro,
significa alegoricamente: "Eu Marília, não fui uma pessoa de condição social inferior, mas alguém que exercia alto cargo público, e como tal era respeitado na tua vila" (no caso, "honrado" não quer dizer "honesto", e sim que merece tratamento honroso; o mesmo que "considerado").
Esse desejo de
simplicidade (convencional) leva o poeta a não recuar ante expressões e
conceitos aparentemente banais. Embora faça versos cheios de magia poética, a
exemplo do de número 22 -
Toucar-te de papoilas na
floresta, -
Fiadas comprarei as
ovelhinhas,
Naturalidade, perfeita simplicidad, nos temas da vida mediana e na expressão, sem engomada rigidez arcádica (...) É a concepção burguesa da vida, que se substitui à concepção aristocrática, é o século XIX que se aproxima, o século herdeiro da Grande Revolução que trouxe o triunfo do terceiro estado...(1)
Na Lira 77 a simplicidade quase banal se "poetiza", não apenas pelo tratamento estético, mas pela figuração geral já aludida: essas finanças e usos de aldeia são um modo disfarçado de representar a vida da gente bem-posta. O fundo alegórico transfigura o prosaísmo. Nisto Gonzaga difere dos poetas de hoje, que incorporaram a simplicidade quotidiana, e até a vulgaridade, de maneira direta, sem metrificá-la nem tratá-la como fachada de um sentido oculto. Veja-se, a este propósito, como a singeleza da Lira 77 é diversa da que parece num poema de Manuel Bandeira:
Poema só para Jaime Ovalle
Quando hoje acordei, ainda
fazia escuro
Para concluir: a simplicidade da expressão corresponde à simplicidade da alegada condição social, mas com um elemento implícito de distorção, que é a alegoria, funcionando como disfarce da condição verdadeira. E assim temos duas contradições: a primeira é o conflito entre a serenidade simples do tom e a tragédia da situação real; a segunda é o conflito entre a rusticidade do assunto e o refinamento efetivo do emissor do discurso. O que temos pela frente é uma simplicidade artificialmente construída, um curioso disfarce poético. Isso ficará mais claro na etapa da análise em que vamos entrar, procurando descobrir qual é a organização geral do discurso, ou seja, o arranjo responsável pela estrutura aparente, a ordenação estética das palavras e expressões.
2
A Lira 77 se divide em duas partes, com uma estrofe intermediária de ligação. A primeira parte é formada pelas quatro estrofes iniciais, do verso 1 ao verso 24; a intermediária é a estrofe 5, do verso 25 ao verso 30; a segunda parte é formada pelas cinco estrofes seguintes, do verso 31 ao verso 60. Em número de estrofes, temos: 4+1+5. Em número de versos, 24+6+30. A primeira parte se refere ao passado, e por isso é construída sobre os pretéritos, perfeito e imperfeito, que predominam, mas apoiados em ocorrências do presente funcionando como contraste. É esse contraste que sucita a situação dramática. Na 1ª estrofe temos: "não fui", "fui", "vestia", "tinha", "tiraram-me" X "nem tenho". Na 2ª: "queria ser", "prezava" X "não vejo". Na 3ª: "causava", "ficava", "via", "perdi" X "tenho de ver". A 4ª estrofe termina a primeira parte, que recapitula o passado; talvez por isso só tenha verbos no pretérito; e no dístico final o Eu lírico é substituído pela providência divina, que já decidiu todo o processo: (eu) "propunha-me" (dormir, escrever, toucar); "julgou" ("o justo céu"). Na estrofe de transição (versos 25-30), é interessante observar a força de um futuro ainda embutido no presente, porque é apenas desejo, e por isso tem, na verdade, uma natureza de condicional. Concretamente, vemos três falsos presentes, que mais parecem futuros do subjuntivo ("se volta" = "se voltar"; "se alcanço" = "se alcançar"; "se provo" = "se provar"), e mais três presentes de verbos compostos, que funcionam como futuros, porque equivalem a uma projeção sobre o que a imaginação e o desejo constroem de modo imaginário: "juro renascer" = "renascerei"; "juro romper" = "romperei"; "juro amar" = "amarei". Esses futuros indecisos, disfarçados, abrem caminho para os futuros francos, definidos, que predominam na segunda parte da Lira, com um único momento (versos 35-36) em que o presente do subjuntivo entra como se se tratasse, não de antevisão, mas da realidade atual, que o poeta apresenta como hipótese: "sobejaria que as afagasse Marília, ou só que as visse". Outro momento parecido está no verso 38, onde há um presente com função de futuro. Vemos então que as duas partes do poema correspondem (1) à nostalgia do passado, contrastando com (2) a ilusão do futuro; e que há um movimento de passagem de um para o outro na decisiva estrofe intermediária (eixo da composição), onde temos dois momentos; nos versos 25-26, o condicional, latente nos futuros do subjuntivo disfarçados de presente de indicativo, freia o devaneio, que explode nos versos seguintes, já mergulhados no futuro franco. Esses movimentos do poema penetram no subconsciente do leitor devido a uma espécie de sedimentação dos modos e tempos verbais, que primeiro nos puxam para o passado, depois nos atiram sobre o futuro. O argumento se torna assim experiência incrustada em nossa sensibilidade, por causa da insistência dos verbos e da maneira de os distribuir. Eles marcam o cunho patético de um bem perdido, que existiu apenas no passado, isto é, na recordação, em conflito com a tenacidade da esperança, que aparece como devaneio, sonho acordado procurando tornar realidade um futuro desconhecido. Trata-se, pois, da extrema fragilidade do destino; de um fracasso real compensado apenas pela esperança, que tem por única força o aleatório do devaneio. Nesta altura, percebemos que na Lira 77 o espaço poético está ligado intimamente à representação do tempo, uma vez que este compõe os dados do seu encadeamento, definindo através da modulação dos verbos o espaço perdido e o espaço recuperado pelo devaneio. Os dois espaços pastorais (o perdido e o sonhado; o que acabou e o que ainda não existe) se dissolvem na dimensão temporal e se definem não apenas estaticamente pela descrição de seu aspecto (choça, rio, olmeiros etc.), mas pela dinâmica dos modos e tempos verbais. 3
A leitura que acaba de ser feita teve por fim verificar qual é a organização geral do discurso; mas deve ser completada por outra, visando não à estrutura do conjunto, e sim à de cada estrofe. Veremos então que, salvo a intermediária, de transição, as estrofes da primeira e da segunda parte são formadas por duas unidades, ou dois enunciados distintos, correspondentes a dois períodos gramaticais: o primeiro, formado pelos quatro versos iniciais; o segundo, pelos dois finais. Marcando a sua função intermédia, a estrofe de ligação é constituída por um só período; isto é, a ua função é espelhada pela sua estrutura, como se fosse uma ponte.
Lendo com atenção,
notaremos algo mais a este respeito: os enunciados, na primeira parte do poema,
têm entre si uma relação contraditória, porque o primeiro período é uma
evocação, e o segundo, a negação desta. Ou, por outra: o primeiro período evoca
um estado de felicidade, enquanto o segundo registra a sua destruição por uma
fatalidade não determinada. Por exemplo (versos 13-18):
1º Período
Se o rio levantado me
causava, 2º Período
Tudo agora perdi; nem
tenho o gosto
Já na segunda parte do poema, a partir do verso 31, a relação entre os enunciados é diferente: o primeiro período gramatical descreve um traço da vida modesta, mas feliz, que o devaneio constrói sobre o futuro; o segundo período reforça em sentido positivo essa felicidade. Por exemplo (versos 43-48):
Nós iremos pescar na
quente sesta 2º Período
Para nos divertir faremos
quanto
Isso mostra como são
grandes as diferenças de enunciado entre as duas partes, o que se pode ver
também na construção propriamente dita. Na primeira a regularidade é absoluta,
e a composição das estrofes é mais complexa, porque o primeiro período de cada
estrofe é sempre formado por dois segmentos bem nítidos, cada um contendo um
subenunciado, relativamente autônomo, por ser algo diverso do outro. Por
exemplo: na estrofe 2ª, o primeiro segmento (versos 7-8) fala de bens materiais
que o pastor quereria ter, para poder dar ainda mais coisas a Marília; o segundo
segmento (versos 9-10) diz que a beleza dela valia para ele mais do que o
poder. São, portanto, duas coisas diferentes, convergindo para o mesmo efeito,
e dando à divisão binária principal um certo ritmo ternário. Exemplo com a 4ª
estrofe (versos 19-24):
1º Período
(1º segmento)
Propunha-me dormir no tue
regaço (2º segmento)
escrever teus louvores nos
olmeiros, 2º Período
Julgou o justo céu que não
convinha
Aí, como nas outras estrofes da primeira parte, observa-se, primeiro, a evocação do passado, dividida em dois segmentos; depois, o registro da desgraça. Uma estrutura bem amarrada, portanto; solidamente arquitetada. A estrofe de ligação (versos 25-30) é composta num só jato, embora em ritmo ternário, com três pares de dois versos. O primeiro par alude à volta eventual da felicidade; o segundo faz um juramente; o terceiro explicita o conteúdo do juramento. Mas como os três segmentos são, na verdade, unificados pelo fluir do ritmo, podemos dizer que a estrofe de ligação "desamarra" o travamento forte das anteriores. Isso parece liberar a composição da segunda parte, que é feita de estrofes cuja segmentação é menos marcada, embora sejam compostas conforme o mesmo modelo binário de períodos separados. Só que nelas o ritmo ternário subjacente é pouco acentuado, embora ocorra em todas as estrofes, inclusive a 7ª, onde é quase apenas um vestígio (1 verso + 3 versos + 2 versos). Além disso, vimos que na primeira parte do poema o primeiro período de cada estrofe se desdobra em subenunciados, que diferenciam internamente o enunciado principal. Na segunda parte, o primeiro período é formado por enunciados mais simples, ou mais íntegros, embora haja uma pequena tendência à diferenciação. Mas ainda: nas suas estrofes, o segundo período, em vez de se opor, completa o precedente e faz corpo com ele, de maneira que nesta segunda parte cada estrofe constitui um enunciado geral bastante unificado. A 6ª estrofe, por exemplo, fala só de ovelhas, embora sob mais de um aspecto; a 7ª fala de vestuário; a 8ª de divertimentos, embora também diversificando-os; a 9ª fala da desgraça passada, evocada na intimidade do lar; a 10ª é a única com dois períodos relativamente autônomos, porque o primeiro (versos 55-58) fala do casal de pastores servindo de exemplo na velhice; e o segundo (versos 59-60) faz um resumo que vale para as cinco estrofes anteriores. Assim, as estrofes finais da primeira e da segunda parte são algo diversas das precedentes, marcando a função de encerramento. Se fizermos mais uma leitura, pensando ao mesmo tempo na organização do conjunto e na de cada parte, podemos verificar que, embora o conjunto forme uma seqüência perfeitamente coesa, essa coesão é devida a uma certa justaposição de estrofes relativamente autônomas. Cada estrofe tem individualidade própria, que a separa das outras e faz de cada uma um pequeno sistema bastante a si: veja uma espécie de quadro, seja uma reflexão ligada ao quadro natural. Portanto estamos em face de uma estrutura una, mas segmentada, como composição sobre mosaico. No entanto o poema flui admiravelmente e possui unidade perfeita. A razão disso deve ser pedida a um outro nível, o da estrutura profunda, cujos elementos já foram fornecidos pela análise que acaba de ser feita da estrutura aparente.
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No nível profundo, a análise de um poema é freqüentemente a pesquisa das suas tensões, isto é, dos elementos ou significados contraditórios que se opõem, e poderiam até desorganizar o discurso; mas na verdade criam as condições para organizá-lo, por meio de uma unificação dialética.
Especificando o seu
conceito de plurisignation, diz Philip Wheelwright que ele consiste no
fato de que um símbolo expressivo tende, em qualquer ocasião em que se realize, a conter mais de uma referência legítima, de tal maneira que o seu significado próprio é uma tensão entre duas ou mais direções de força semântica (2). Embora se refira ao aspecto especificamente semântico de cada palavra, essa formulação serve para abranger, em sentido amplo, os aspectos estruturais. No caso desta Lira, seria possível dizer que os elementos de tnsão constituem princípios estruturantes, núcleos dinâmicos, acima dos quais predomina o princípio organizador.
Na Lira 77 as tensões se
dispõem nos seguintes pares antitéticos:
rusticidade
enunciado
direto X X X X X X
refinamento
O primeira par (rusticidade X refinamento) é próprio do gênero literário a que esse poema se liga: o pastoral. O espaço rústico apresentado aqui é construído por cabanas, lãs tecidas artesanalmente, pastoreio de ovelhas, agricultura, contacto direto com a natureza, divertimentos campestres. Estes elementos formam o quadro de uma atividade rústica, implicando situação social modestas, apesar da abastança relativa que é declarada.
No entanto a expressão é
culta e contraria a realidade descrita. Com efeito, por baixo há uma outra (a
verdade biográfica do poeta), que ela transfigura por meio da alegoria e nós não
conseguimos apreender se não entrarmos no jogo da convenção literária. A
realidade disfarçada contradiz, na sua obscuridade alegórica, a clareza
meridiana do discurso, e entra em concorrência com ele, opondo-se a ele de certo
modo.
5. cada uma das duas
partes é internamente simétrica em suas estrofes; comparadas, apresentam
igualdades e diferenças (correspondentes a duas dimensões diferentes do tempo);
Até aqui o texto foi
descrito, sucessivamente, em seus dois níveis; e nessas etapas foi considerado
mais ou menos como um "objeto" que o analista manipula. A partir de agora, será
concebido não como todo autônomo, mas parcela de um todo maior. Assim como as
partes do poema são elementos de um conjunto próprio, o poema por sua vez é
parte de um conjunto formado pelas circunstâncias da sua composição, o momento
histórico, a vida do autor, o gênero literário, as tendências estéticas do seu
tempo etc. Só encarando-o assim teremos elementos para avaliar o significado da
maneira mais completa possível (que é sempre incompleta, apesar de tudo).
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Essas considerações levam
a pensar no período literário em que a Lira 77 foi composta, já quase no fim do
século XVIII e da reforma arcádica, que se opunha à degradação a que o Barroco
tinha sido submetido pelo desgaste da moda prolongada. Gonzaga foi um dos
recuperadores da simplicidade; ele a obteve em parte da sua obra graças aos
traços já indicados, que o levram nos bons momentos à simplicidade encantadora
de uma poesia que parece dissolver-se a cada momento na prosa coloquial, mas
conserva a sua força de originalidade. Por esse lado, parece às vezes
singularmente moderna.
Notas
(1) Lições de cultura
e literatura portuguesa. v. 2: Da reação contra o formalismo seiscentista
ao advento do Romantismo.
2. ed.
Coimbra, Coimbra Editora, 1940. p. 290. Publicado em:
Na sala de aula – caderno de análise literária São Paulo: Editora Ática, Série Fundamentos, pp. 20-37, 1989
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