TEXTOS
Roberto Schwarz

A COLABORAÇÃO DE ROBERTO SCHWARZ EM ALMANAQUE

 

Renata Telles

 

  Em 1976, no número inaugural de Almanaque — cadernos de literatura e ensaio (1), Roberto Schwarz publica "Só as asas do favor me protegem", parte de um estudo sobre os primeiros romances de Machado de Assis (2). Partindo da análise de Iaiá Garcia, A mão e a luva e Helena, Schwarz afirma que apesar de se apoiar "em formas literárias acanhadas e regressivas", Machado já se fixava, nesses romances iniciais, "em matérias que mais adiante o levariam a escrever grande literatura."

Centrando sua leitura em Helena, Schwarz argumenta que, mesmo tomando como matéria literária um aspecto central da nossa sociedade, as "relações de favor" que se desenvolvem entre homens livres no Brasil escravocrata do séc. XIX, Machado acaba justificando o lado inaceitável dessas relações com o sentimento cristão, assumindo a ideologia da classe dominante. Se o assunto, embora crucial, não é tratado criticamente, a forma constitui a outra falha apontada pelo crítico: um romance "descosido" em que Machado circula entre o ultra-romântico e a análise social e a psicológica. Tal ecletismo é explicado por Roberto Schwarz como "uma fatalidade de culturas dependentes", cuja literatura se caracteriza pala adequação de formas pré-existentes ao conteúdo local.

É possível ler um critério de valor definido nessas primeiras páginas de Almanaque: a apreensão da forma social, essa sim pré-formada, na literária. A "grande literatura" para Roberto Schwarz é, portanto, aquela que ultrapassa a condição periférica, reprodutora de formas importadas, dando lugar a uma literatura crítica que não repete a ideologia da classe dominante, também importada, mas trabalha com o resultado social do desajuste local dessas idéias. A essa concepção de literatura corresponde um crítico ligado às ciências sociais, capaz de reconhecer nossa singularidade no nexo interno da obra.

O número 2 de Almanaque sai no mesmo ano de 1976, tendo como artigo de abertura "19 princípios para a crítica literária", no qual Roberto Schwarz descreve, numa caricatura ferina, a superficialidade de uma crítica sem método, redação ou coerência, que adere à última teoria como moda, rejeitando o marxismo. Os dezenove pontos do manifesto igualam estruturalismo, crítica estética, moda fácil, recalcamento do social e incompetência, num golpe implacável e indiscriminado. Em meio ao ataque generalizado, a citação nominal de Afrânio Coutinho (frag. 13) reafirma a diferença, que já vinha sendo marcada desde os anos 50, entre sua crítica estética e a dialética de Antonio Candido, professor da USP, mestre de Schwarz e da maior parte dos colaboradores de Almanaque.

As diferenças entre Rio e São Paulo não estão, no entanto, limitadas aos ataques a Afrânio Coutinho. A PUC/RJ desponta nesse momento, anos 70, como o ponto de encontro de novas teorias preocupadas com o texto e a linguagem, tendo como professores mais influentes Luís Costa Lima, Silviano Santiago e Affonso Romano de Sant'Anna (3), com uma formação bem distinta do modelo de crítico defendido por Roberto Schwarz, que pode ser lido, por inversão, no fragmento 17:

 

17. A crítica de nosso tempo é engajada e autêntica, e não descura de sua vocação profunda, de seu compromisso com o homem no que ele tem de circunstancial, compromisso que irá cumprir resolutamente até o fim. Isso é que é importante.

 

A tese não é novidade, já fora demonstrada na prática em "Só as asas do favor me protegem", quando Roberto Schwarz deixa clara a sua concepção de crítica literária e literatura. O manifesto publicado por Almanaque reforça essa tese, defendendo a crítica dialética e sociológica de tradição uspiana, e se coloca no centro da polêmica que agita a crítica literária brasileira nesse momento (4), atacando, dura e generalizadamente, o outro.

Se no primeiro ano de Almanaque Roberto Schwarz participa como crítico literário, no ano seguinte, 1977, ele se apresenta como autor teatral, publicando "A lata de lixo da história (farsa)", escrita em 1969 e retocada em 1974 (5).

A peça teatral, dividida em treze cenas que se passam na Suíça em "homenagem à Censura", se constrói como uma paródia de O Alienista, de Machado de Assis, tendo como personagens Dr. Simão Bacamarte, D. Evarista, Boticário Crispim, e o Palha. Além destes, e outros poucos, são generalizações que atuam na peça: os pares, a assistência, os notáveis, o relator, a mulher, o cidadão, uma voz na massa, a massa. O diálogo dessas vozes, numa trama em que a argumentação excede a ação, tem por objetivo retratar a sociedade brasileira nos anos mais duros da ditadura, centrando-se na relação entre a ciência, o poder e a massa. A ciência, ou o intelectual, é representada por Simão Bacamarte, que muda de teoria e de posição constantemente. O poder, na figura dos notáveis, discorda da ciência, mas reconhece, cinicamente, que o melhor é aliar-se a ela para conter a rebelião da massa, essa sim a grande ameaça à situação.

Os personagens sem autenticidade, que trocam de caráter para manter a situação, as falas, misturadas com versos e discursos sem nexo, as cenas intercaladas com o xingamento e a surra de bonecos produzem um ritmo desordenado que tem a intenção explícita de representar criticamente a situação da época, ou a convivência entre o discurso cínico e a brutalidade:

 

Nesta peça tudo é questão de ritmo e corte, pois ela é construída sobre transições canceladas. A passagem da chanchada à atrocidade, as conversões rapidíssimas e reversíveis em matéria de convicção, a brevidade com que se dispõe de uma discurseira, a alternância de asneira e cinismo devem fazer figura de História contemporânea.

 

Roberto Schwarz demonstra aqui a coerência que tenta manter entre a sua teoria, a forma social como princípio de construção literária, e a sua prática como escritor. Procurando articular experimentação artística e reflexão política, revela, também, a sua fonte de inspiração na leitura que faz, alguns anos depois, de uma peça de Brecht:

 

Emprestando a imaginação ao contraste entre as vozes da peça, verdadeiramente impressionante, e cuja força se deve a estas generalidades, o leitor ouvirá — esperamos — algo como a música da sociedade global (6).

 

Como poeta, Roberto Schwarz participa, com "Almoço no estrangeiro" e "Entre homens superiores", de uma reunião de autores intitulada Prosa e Poesia publicada na Almanaque 7, em 1978. Embora experimentando um tom de conversa e uma linguagem coloquial, Schwarz continua defendendo a função social da literatura e suas possibilidades de transformação, numa postura oposta à dos poetas marginais que valorizam o binômio arte/vida e o presente, e rejeitam a literatura engajada e sua crença no futuro (7). A publicação, em vez de apresentar o "poeta", parece reforçar a identidade de crítico e professor de literatura de Schwarz ao afirmar mais uma vez suas convicções.

 

O poema "Almoço no estrangeiro", que se distingue da prosa apenas pela disposição gráfica, revela uma visão pessoal — "Em minha opinião" — do momento presente: a cicatriz deixada pela ditadura militar não pode ser comparada à experiência do Estado Novo — "É verdade, mas a coisa do Getúlio/ foi restrita e dirigida./ Desta vez foi mais longe." O saldo, no entanto, é positivo e aponta para a transformação com otimismo: "O Brasil mudou/ não é mais como antes/ quando tudo terminava em abraço." (...) "Agora para ser brasileiro/ é preciso assumir inclusive isto./ Em certo sentido/ o país ficou mais moderno."

 

"Entre homens superiores", uma curtíssima prosa, narra, em primeira pessoa, o encontro com um "grande jurista", questionando a relação entre o público e o privado, e refletindo sobre a definição do privado como instinto animal, social, ou resultado da mídia — "o imbecil programado pela publicidade" —, o mais desprestigiado.

 

A republicação de "Nota sobre vanguarda e conformismo" (8), comentário de uma entrevista de Júlio Medaglia com compositores, publicada em O Estado de São Paulo, marca a despedida de Roberto Schwarz de Almanaque. Citando Walter Benjamim e seu ensaio "A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica", mas assumindo, principalmente, os argumentos de Adorno contra a indústria cultural, Roberto Schwarz critica a posição dos músicos (Rogério Duprat, Damiano Cozzella, Willy Correia de Oliveira e Gilberto Mendes) integrados ao mercado, que defendem a anulação da diferença entre a produção de arte e a de mercadoria, entre a cultura "séria" e a de consumo, acreditando que não há mais lugar para o artesanato e a vanguarda e que "o que não é vendável está perdido".

Opondo-se a tal visão, Schwarz aponta, ironicamente, para o mascaramento das classes pela noção de massa e para a idéia do mercado como espaço democrático que encobre, por sua vez, a mediação do capital:

 

O que vende bem é de primeira linha, e é também, pela mesma razão, produto espontâneo do povo. O capitalismo seria, pois, literalmente o melhor dos mundos: obtém a coincidência do mais avançado e do espontaneamente popular.

 

A entrevista, no entanto, tem um mérito para o crítico : o de colocar em cena, mesmo que seja através de um "cinismo apologético", a vacilação do "intelectual burguês de esquerda" diante do dilema da alta cultura frente à expansão e domínio da indústria cultural: "Vendeu-se, está criticando, ou vendeu-se criticando? É desse suspense que a entrevista de Júlio Medaglia deriva o seu topete e frisson, inegáveis". Dilema que Schwarz resolve adotando uma postura "apocalíptica", exigindo uma arte crítica diante da inevitabilidade do mercado, e rejeitando a mercadoria determinada pelo mercado, de venda fácil.

Juntamente com os artigos de Roberto Schwarz, Almanaque publica outros textos polêmicos, que dialogam com a crítica contemporânea numa linguagem debochada, escorregadia e cifrada, "críptica", em sua grande maioria, parecendo formar um quebra-cabeças de referências.

Reiterando as acusações de "19 princípios para a crítica literária", "A crítica da 'razão' elitista" (9), de Lígia Chiappini Morais Leite e Flávio Aguiar, rejeita os "tecnocratas diluidores do estruturalismo" e os "adesistas do encastelamento e empastelamento" da universidade, pelo seu método preso ao texto, pelo jargão incompreensível e pela pretensão de neutralidade, que acredita que "o conhecimento científico paira acima das questões sociais." Buscando romper a barreira entre o crítico acadêmico e o grande público, o texto introduz uma nova questão no debate, principalmente em relação a "Nota sobre vanguarda e conformismo", ao propor que a crítica leve em consideração "a existência de outros padrões" e "o gosto de parcela ponderável de nosso público".

"O jogo de almaqneu" (10), publicado sem autoria explícita, propõe ao leitor a explicação de vinte e dois vocábulos "esotéricos", que tiveram sua presença constatada nos dois primeiros números da revista, pelo SUMO (Comitê de Jogos e Frivolidades de Almanaque) e pela M.R.D.A. (Mesa de Redação de Almanaque). A regra geral do jogo é a livre interpretação das palavras: criar novas palavras ("ex.: almaqneu"); dar a definição ("ex. estalística: diz-se da teoria lingüística segundo a qual a linguagem fica terminantemente proibida de se comportar como superestrutura"); estabelecer o sentido de qualquer palavra, lendo-a tal qual o significante ("regra mais difícil"). Ficam desclassificados aqueles que explicarem os vocábulos como simples erros tipográficos.

A solução desse enigma talvez se encontre num texto de Silviano Santiago, "Canudos e o colapso do liberalismo hoje" (11), publicado pelo jornal Opinião no mesmo ano de 1977. Nele, o livro No calor da hora: a guerra de Canudos nos jornais — 4ª expedição de Walnice Nogueira Galvão, não por acaso coordenadora de Almanaque, é criticado duramente, tanto pelo seu método de análise, como pela sua base teórica. Ao chamar a autora, professora de literatura da USP, de "historiadora", Silviano desqualifica seu discurso e deslegitima sua atuação no campo literário. Contra a leitura histórica "fechada numa posição ideológica por demais definida", Silviano Santiago, já à época leitor de Derrida, defende a análise centrada no texto, na base lingüística.

Dentro dessa perspectiva, o trabalho de Walnice Nogueira Galvão é acusado de não levar "em consideração o jogo que cada discurso mantém com outros discursos", uma vez que apesar de "possibilitar a leitura do jogo ideológico ao nível do discurso, abole a perspectiva de se saber como e por que se dá o jogo." (12) Contra-atacando, "O jogo de almaqneu" reitera os "19 princípios para a crítica literária", e responde diretamente a Silviano Santiago, professor de literatura da PUC/RJ, ridicularizando sua análise centrada no jogo discursivo.

"Glória precoce: Almanaque objeto de tese" (13) se apresenta como uma resenha de dissertação de mestrado baseada na argüição da Profa. Dra. Lígia Chiappini. A suposta dissertação, O ecletismo como coerência ideológica num mundo em crise: contribuição para o estudo de revistas de cultura no Brasil, é um estudo dos três primeiros números de Almanaque, defendida na Universidade Reunida Duque de Caxias, em 1978. O autor, o jovem professor Belisário Palermo Filho, foi orientado pelo Prof. Bento Prado Jr., na área de História da Idéias Filosófico-Literárias II. Segundo a resenha, a tese examina os caracteres externos, organiza o material por autor e assunto e apresenta índices em apêndice — numa clara referência aos trabalhos desenvolvidos pelo I.E.B. em torno das revistas modernistas —, numa linguagem que leva ao exagero debochado o instrumental estruturalista, de "ideologema-chave", "isotopias", "séries extra-literárias" a "S1 = L3". O eixo central da tese destacado pela resenha é a " descoberta" de que o periódico se encobre em um sistema de disfarces, revelando que "A crítica da 'razão' elitista" e "O jogo de almaqneu" são, na verdade, o mesmo texto.

Mais uma vez a crítica ao estruturalismo e ao texto como objeto de uma interpretação sem limites, ao disfarce e ao jogo. Dessa vez, no entanto, a ligação com Schwarz é manifesta: ele é apontado como a chave para a leitura da revista, o responsável por explicitar o implícito, o porta-voz de Almanaque, cujo manifesto se transforma no programa da revista:

 

Aparentemente sem princípios; no entanto, logo no segundo número aparece um manifesto literário, 19 princípios da crítica, enviado pelo correspondente parisiense que julgou conveniente explicitar alguns dos elementos que, por excessivamente implícitos na Apresentação e Desapresentação do primeiro número, passaram desapercebidos à maior parte do público. Aliás, na referida arguição da tese, a Profa. Dra. Lígia Chiappini Moraes Leite fez questão de dizer que sempre achara os dois textos bastantes "crípticos".

 

A dominância da voz de Roberto Schwarz nesse momento explica e define o programa da revista: a defesa da relação entre literatura e sociedade, calcada nas análises sociais desenvolvidas pela USP e nas leituras marxistas, a crítica à indústria cultural, a cobrança de posicionamento político e o ataque irreverente, e na maior parte "críptico", a seus adversários.

A partir de 1979, com o fim da colaboração de Roberto Schwarz, Almanaque começa a apresentar algumas mudanças no seu padrão, até então constante: a séria capa com desenho de Cláudio Tozzi sobre fundo pardo passa a ser colorida e assume a função de atrair o leitor para o assunto da revista, que se torna temática do número 9 em diante (14); os ensaios de filosofia vão gradualmente perdendo o espaço; os ataques à crítica literária desaparecem.

O espaço cedido é lentamente ocupado por uma proposta que emerge timidamente nos números iniciais da revista: a abertura para os "textos de larga circulação" e para o "gosto de parcela ponderável de nosso público", sugerida por Lígia Chiappini e Flávio Aguiar em "A crítica da 'razão' elitista". Os ensaios sobre textos canônicos como os de Machado, Rosseau, Bandeira, Mário de Andrade, Sófocles, Clarice Lispector, Bilac e Guimarães Rosa agora convivem com análises de poesia angolana, literatura de cordel, folhetim, telenovela, quadrinhos, narrativa da imprensa, cinema, com a discussão do "feminino" na literatura e o estudo da "poesia marginal", e com a participação dos críticos cariocas Ana Cristina César, Cacaso e Heloísa Buarque de Hollanda. O interesse pelos "modos menores de ficção", emblematicamente título e tema da última revista, parece indicar uma abertura de Almanaque, no programa inicial ainda dominante, para novos temas.

A leitura dessas mudanças internas da revista deixa entrever toda uma discussão da teoria em torno do momento contemporâneo, ou da chamada pós-modernidade, com suas alterações visíveis: no Brasil, a ditadura dá seus últimos suspiros ao final do governo Figueiredo, com as primeiras eleições diretas para prefeitos e governadores, e o registro do Partido dos Trabalhadores em 1982; no cenário internacional, o capital liberto do protecionismo estatal e da ameaça comunista, a sociedade midiatizada e a arte mercantilizada que desmancham as distinções entre alta e baixa cultura, o desânimo e a descrédito das utopias. Diante dessa situação, a crítica parece se colocar em duas posições: uma visão negativa das transformações, que mantém a crença na arte engajada e reivindica a leitura do social no texto literário, e uma visão afirmativa, que critica o projeto da esquerda e encara positivamente o questionamento das noções de identidade e de autoria, apostando na abertura do cânone e da própria concepção de literário.

A luta por hegemonia entre essas duas posições pode ser lida, através da participação de Roberto Schwarz, no relato de Almanaque — cadernos de literatura e ensaio, na disputa interna entre a linha dominante e a emergência de novos valores, que já anuncia, na década de 70, temas centrais do debate atual.

 

 

Notas

 

(1) Revista publicada pela editora Brasiliense sob a coordenação de Walnice Nogueira Galvão e Bento Prado Jr., de 1976 a 1982, com 14 números.

 

(2) O estudo aparece um ano mais tarde como um capítulo, “O paternalismo e sua racionalização nos primeiros romances de Machado de Assis”, do livro de Roberto Schwarz Ao vencedor as batatas.

 

(3) MORICONI, Ítalo. Ana Cristina César. R.J.: Relume Dumará/RioArte, 1996.

 

(4) SUSSEKIND, Flora. Literatura e vida literária: polêmica, diários e retratos. R.J.: Jorge Zahar, 1985. SOUZA, Eneida Maria de. “Querelas da crítica”. Traço Crítico. B.H./R.J.: EdUFMG/EdUFRJ, 1993.

 

(5) SCHWARZ, R. "A lata de lixo da história (farsa)". Almanaque 4. 1977, p. 60/79. (Publicada no mesmo ano pela editora Paz e Terra.)

 

(6) SCHWARZ, R. “A Santa Joana dos Matadouros”. In Que horas são?. S.P.: Cia. das Letras, 1987, p. 90.

 

(7) HOLLANDA, H.B. “O espanto com a vitalidade dos anos 70”. Almanaque 10, 1979. Publicado como “O espanto com a biotônica vitalidade dos 70”. In Impressões de viagem: cpc, vanguarda e desbunde — 1960/70. S.P.: Brasiliense, 1980.

 

(8) SCHWARZ. R. “Nota sobre vanguarda e conformismo”. Almanaque 7, 1978, p. 52-54. Publicada originalmente pela revista Teoria e Prática, 1967.

 

(9) Almanaque 3, 1977.

 

(10) Idem.

 

(11) Opinião, n. 227, 11 de março de 1977.

 

(12) SANTIAGO, S. Op. cit. Grifo meu.

 

(13) Almanaque 6, 1978. O texto, publicado sem assinatura pela revista, é assumido posteriormente por Lígia Chiappini e Walnice Galvão em GALVÃO, W.N. Gatos de outro saco. S.P.: Brasiliense.

 

(14) Número 9: Pensamento e política; n. 10: Mulher objeto... de estudo; n. 11: Educação ou desconversa; n. 12: Psicanálise em questão; n. 13: Suplemento literário; n. 14: Modos menores de ficção.

 

 

 

Publicado em Boletim de Pesquisa 3, UFSC

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